
já não consigo mais desviar meu olhar
não consigo mais me enganar
simplesmente não consigo
não quero olhar nos seus olhos,
verdes olhos,
me hipinotizam,
parecem duas safiras, rubis,
dois faróis, são tão verdes,
tão confortáveis, convidativos
não sei explicar.
às vezes quero mergulhar nesse mar,
verde mar,
pular de cabeça, de barriga,
de qualquer jeito,
mas logo lembro que não sei nadar
e morro de medo de me afogar
de me perder em você, me perder por você
seus olhos, verdes olhos
parecem diminuir tudo ao redor
me deixam atorduado, perturbado
quase mudo
me transmitem algo quase dopante
querem me dizer algo que não sei,
não posso e não quero explicar
seus olhos, verdes olhos
por eles quase que me torno algo que sei que não sou,
que há muito já não sou
caio na real e me vejo babando, babando
sou só uma sombra do que já fui,
do que sinto vontade de ser outra vez
quando alhas prá mim
seus olhos, verdes olhos
será que eles ouvem
quando grito, esperneio calado por eles
na escuridão do meu quarto?
que bobagem a minha, é claro que não!!
seus olhos, verdes olhos
são músicas no meu rádio, no meu computador,
não param de tocar no meu mp3.
são palavras nos meus livros,
nas minhas revistas, nos jornais
são filmes na minha televisão
nos meus dvds
são as outras que passam nas ruas e eu não deixo de olhar
seus olhos, verdes olhos
ao mesmo tempo que me fazem delirar
também me fazem enxergar o quanto ridículo eu sou
por querer algo tão suave, delicado
que mãos tão pesadas, brutas, enrrugadas
tremediças e defeituosas
não tem o direito de tocar
sua beleza triste,
a brancura e o frescor da sua pele
me levam a lugares que'u não quero ir
que'u não tenho mais pulmão prá estar
seus olhos, verdes olhos
tanto me fazem ter um a linha de esperança,
como também me fazem entender
que terei que passar o restante da vida
o resto da minha vida como um idiota,
como um idiota - rsrsrsrsrs.
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