
O livro levanta o comprido vestido duma recatada e puritana e conservadora senhora, e mostra que a história não é bem assim! Mergulhando de cabeça e sendo cobaia da própria pesquisa, o autor, em suas lá quase quinhentas páginas, nos revela um pouco do muito da história do sexo na sociedade norte-americana.
Capítulo Vinte e Cinco
- Homens e as mulheres são inimigos naturais. As mulheres começam na adolescência, muitas vezes incoscientemente, a excitar os homens. Usam suéteres apertados, passam batom nos lábios, enchem-se de perfume, balançam os quadris... e depois que deixam os homens famintos de desejo, tornam-se subtamente tímidas e recatadas. Os homens querem o que as mulheres têm para dar, admitiu ele, mas as mulheres se abstêm, até que certas condições sejam atendidas ou promessas formuladas. As mulheres podem proporcionar a um homem incapaz uma sensação temporária de força ou pelo menos a garantia de que não é totalmente impotente; e para um homem não há substituto par um lugar quente e aconchegante entre as pernas de uma mulher, o berço em que os homens tentam continuamente voltar. Mas há quase sempre um preço para essa admissão, acrescentou ele, sendo que algumas vezes é bem alto. A Igreja e a lei tentam "sociabilizar o pênis", disse ele, restringir seu uso a ocasiões dignas, como o casamento monógamo. "O casamento é uma forma de controle armado sobre o pênis", só que não consegue conter o excesso de energia sexual masculina. É uma parte dessa energia que o homem gasta na indústria pornográfia e nas zonas de meretrício das cidades, justamente o que a polícia, os sacerdotes celibatários e as feministas que odeiam os homens querem eliminar...
depois teclamos.
Fonte: A Mulher do Próximo, de Gay Talese.
Um comentário:
Os americanos adoram produzir filmes sobre romances, comedias romanticas, etc etc... isso parece meio machista, além de que eu penso que os homens querem mais do que algo entre as pernas, muitos homens admiram ter uma mulher inteligente ao lado deles.
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