Abordando tema pouco comum, Claudia Tajes em seu A Vida Sexual da Mulher Feia, relata de maneira bem-humorada a vida sexual de quem não se parece nem um pouco com a Barbie ou algum anjo de primores.Pra deixar de fora os chatos de plantão, a autora deixa bem claro já no começo, que o livro fala de seus amores e suas desventuras.
O único risco que se corre com o livro, é lê-lo todo de uma só vez e acabar se engasgando de se divertir!
Boa leitura!!!
1. APRESENTAÇÃO
Eu sou aquela que, quando cruza a sala a caminho da xerox ou levanta para pegar café na garrafa térmica, ouve dois colegas de escritório falando em voz supostamente baixa: "Entre a Ju e a morte, quem você escolheria?"
Eu sou o que todo mundo chama de mulher feia. Não muito feia, tipo de mulher que, segundo alguns, tem lá seus encantos. Cansei de ler que Cleópatra era muito feia, e ainda assim teve Júlio César e Marco Antônio e mais centenas de homens que quis. Mas claro que ser rainha devia facilitar um pouco as coisas.
Nas festas de fim de ano da empresa, quando todas as garotas ganham algum prêmio: A Melhor Bunda, A Melhor Boca, Os Melhores Peitos, As melhores Coxas e outros reconhecimentos que não dependem de dedicação ou esforço - só de Deus e, eventualmente, de um professor de ginástica -, eu sou aquela que nunca leva nada. O Melhor Pescoço já me deixaria satisfeita. Ou então as Melhores Orelhas. O Melhor Nariz eu jamais ganharia, o meu é um tanto grande para os padrões da sociedade atual. Talvez as coisas fossem diferentes se eu tivesse nascido na época da Cleópatra.
Eu sou aquela que muda o cabelo e sempre fica pior, que sai de roupa nova e ninguém repara, que passa festas inteiras fingindo que dança com os amigos, quando na verdade está dançando sozinha...
depois teclamos.
Imagem: louqutica.blogspot.
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